• Luciano Melo

Eu conheço você de algum lugar…

Olá, querido(a) leitor(a): seja bem-vindo(a)!


Entre, fique à vontade, você está entre amigos. Se por algum motivo decidiu passar por aqui, é porque dividimos algo em comum: a paixão pelas palavras. E isso inclui absolutamente tudo o que a cerca: desde o perfume indescritível do livro misturado ao aroma do café – um companheiro inseparável, à leitura vagarosa das últimas linhas, para que o texto se “espiche” um pouco mais.


Ou ainda acariciar cada página como se as palavras estivessem em relevo e pudéssemos senti-las entre os dedos como a areia da praia.


Desculpe, aparelhos “e-readers”: vocês ainda não chegaram lá, ok?

Caso seja sobre você que eu esteja tratando, não há como negar: eu conheço você de algum lugar. Somos perdidamente apaixonados por um texto bem escrito e, claro, em ler uma boa história. Ou seria estória?


É sobre isso que tentaremos trocar algumas figurinhas nesta coluna. Abordaremos assuntos relacionados à língua portuguesa, sempre da maneira mais leve possível. A ideia é proporcionarmos um espaço para aquela conversa descontraída, temperadas às vezes com pitadinhas de análises linguísticas.


Querem ver? Por exemplo, no final do segundo parágrafo desse texto, colocamos uma pergunta: história ou estória? Durante muito tempo, ainda na forma arcaica da língua portuguesa, a expressão “estória” era aceita ao lado de “história”. Mas, após a reforma ortográfica de 1943, “estória” foi abolida, restando apenas “história”. Mas, na prática, qual era a diferença?


Tomemos, como exemplo, a língua inglesa. Nela, há a diferença entre “story” (história ficcional, como romances, contos, novelas, quadrinhos etc.) e “history” (história documentada, como relatórios, depoimentos, ensaios etc.).


Assim, no Brasil, até 1943, “estória” equivaleria a “story” e, por consequência, “história”, a “history”. Hoje, tanto faz: seja ficcional ou documental, a grafia considerada é história.


Combinados então, queridxs? Até a próxima. Sempre juntos.


PS.: O monumental Guimarães Rosa exigiu que seu “Primeiras Estórias” (1962) permanecesse com a expressão arcaica, como é até hoje, para mostrar que os relatos do livro permaneciam num universo muito particular, distante da realidade comum. Simples e genial, não?


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Leia também a Resenha do livro "Como escrevo?".


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