10 Escritoras e livros pra você entender o que é empoderamento feminino

Atualizado: há um dia

Preparamos para você uma curadoria livros, autoras e pesquisadoras sobre o empoderamento feminino. Bora conferir?


1. Priscila Kikuchi Campanaro (1984 - )



Pesquisadora brasileira, cientista social, teóloga, professora, criadora e curadora do @teoriafeministadecolonial. O Teoria Feminista trabalha especificamente com uma proposta de curadoria de conteúdos feministas em perspectiva feminista de(s)colonial.


Pra entender o que é perspectiva decolonial:


"A busca de alternativas à conformação profundamente excludente e desigual do mundo moderno exige um esforço de desconstrução do caráter universal e natural da sociedade capitalista-liberal.


Isso requer o questionamento das pretensões de objetividade e neutralidade dos principais instrumentos de naturalização e legitimação dessa ordem social: o conjunto de saberes que conhecemos globalmente como ciências sociais."


(A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais - perspectivas latino-americanas | Edgardo Lander).


Os materiais, os estudos, as pesquisas e as reflexões desenvolvidas por Priscila estão disponíveis nas redes sociais do projeto:


2. Ivone Gebara (1944 -)



Filósofa e teóloga feminista brasileira. Ivone começou ainda muito nova a desconstruir e a questionar o papel da mulher no mundo, na sociedade e na igreja, mesmo fazendo parte de uma congregação religiosa.


Sua vasta participação na produção de cursos e palestras, tanto no Brasil quanto no exterior, resultou em grandes pesquisas abordando categorias como: patriarcalismo histórico na cultura judaico-cristã, na organização eclesiástica, na teologia católica e sobre o ecofeminismo. Essas são algumas de suas obras:



O livro traz sessenta crônicas escritas durante a última década. Trata-se de textos na área de gênero, sociedade, problemas sociais, ética, sempre em relação com a religião.



O livro analisa o fato de Deus, considerado o criador de tudo, símbolo de justiça e misericórdia, sempre foi afirmado nas diferentes culturas e religiões, incluindo o cristianismo, como um ser masculino e como o feminino tornou-se secundário.


A autora pesquisa a dominação masculina nas culturas religiosas monoteístas como causa para essas afirmações, e busca a reflexão para novas relações entre o feminino e o masculino.


Entre outros livros recentes da autora:



3. Maria Aparecida Schumaher (1952 -)



Pedagoga e militante feminista brasileira. Coordenadora do REDEH (Rede de Desenvolvimento Humano), localizado no Centro da cidade do Rio de Janeiro - RJ. Organizou o Dicionário Mulheres do Brasil, que reúne 500 verbetes sobre 900 mulheres que tiveram impacto sobre a história do Brasil.

O livro faz parte do projeto Mulher 500 Anos Atrás dos Panos, e reflete 500 anos de luta e conquista de direitos conquistados pelas mulheres.




4. Simone de Beauvoir (1908 - 1986)



Professora, escritora, filósofa, feminista e teórica existencialista francesa. Indiscutivelmente uma das grandes precursoras do feminismo no século XX. Além da militância pelas mulheres, destaca-se no movimento existencialista francês do século XX.



O livro foi pioneiro e causou grande comoção por seu feminismo audacioso, foi considerada uma das obras que elegeu a autora como grande pensadora mundial.


"A antropóloga Mirian Goldenberg, a historiadora Mary Del Priore e a filósofa Djamila Ribeiro abordam, em textos inéditos, a importância da obra ao longo das décadas. O livreto extra traz também o impactante ensaio Quem tem medo de Simone de Beauvoir?, da filósofa Marcia Tiburi, e uma entrevista com Sylvie Le Bon de Beauvoir, herdeira e editora da escritora francesa, publicada pela Cult. O material conta ainda com fotos que perpassam a vida de Simone de Beauvoir, uma das mentes mais brilhantes do século XX."



5. Angela Davis ( 1944 - )



Professora e filósofa estadunidense, ganhou notoriedade, visibilidade e conceito participando dos movimentos sindicais e políticos nos Estados Unidos e lutando pelas causas sociais, raciais e femininas.


De suas publicações, destacam-se três delas:



Autobiografia lançada em 1974, quando a autora tinha apenas 28 anos, e que reflete as lutas sociais ocorridas nas décadas de 1960 e 1970 nos Estados Unidos. A obra narra a trajetória de Angela Davis, "da infância à carreira como professora universitária, interrompida por aquele que seria considerado um dos mais importantes julgamentos do século XX e que a colocaria, ao mesmo tempo, na condição de ícone dos movimentos negro e feminista e na lista das dez pessoas mais procuradas pelo FBI".


A obra nos ajuda a entender sobre como funcionam as opressões em diversos grupos de nossa sociedade capitalista, desde a escravidão, e quais são as suas consequências, passando pela desumanização da mulher negra e


"nos dá a dimensão da impossibilidade de se pensar um projeto de nação que desconsidere a centralidade da questão racial, já que as sociedades escravocratas foram fundadas no racismo. Denuncia o encarceramento em massa da população negra como mecanismo de controle e dominação."


O livro trata das lutas históricas do movimento negro e do feminismo negro, do sexismo, nos Estados Unidos. Relaciona essas lutas aos movimentos atuais do abolicionismo prisional com a luta anticolonial da Palestina.




6. Lélia Gonzalez (1935 - 1994)



Magnífica brasileira que desbravou grandes estudos sobre a Cultura Negra no Brasil, co-fundadora do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras do Rio de Janeiro (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado (MNU) e do Olodum.



Lélia foi filósofa, antropóloga, professora, escritora, militante do movimento negro e umas das precursoras do movimento feminista.


Seus textos foram produzidos durante "um período efervescente que compreende quase duas décadas de história — de 1979 a 1994 — e que marca os anseios democráticos do Brasil e de outros países da América Latina e do Caribe. O livro traz ainda uma introdução crítica e cronologia de vida e obra da autora."


7. Chimamanda Ngozi Adichie ( 1977 - )



Feminista e escritora Nigeriana. Grande influenciadora da literatura africana e de estudos feministas, teve suas obras traduzidas para mais de trinta idiomas.


Com grandes contribuições acadêmicas à sociedade, Chimamanda já ganhou vários prêmios.


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Neste ensaio, Adichie reflete sobre o que é ser feminista no século XXI e trava uma luta sobre como o feminismo é essencial para libertar homens e mulheres.


"A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens mais felizes e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos.
E é assim que devemos começar: precisamos criar nossas filhas de uma maneira diferente. Também precisamos criar nossos filhos de uma maneira diferente."

A autora comenta sobre quando foi identificada pela primeira vez como "feminina", e de como esse termo era associado a algo negativo, pejorativo e associado a desaprovação, intolerância e violência.


"Adichie abraçou o termo e — em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem — começou a se intitular uma feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens.



8. Betty Naomi Goldstein (1921 - 2006)



Popularmente conhecida como Betty Friedan nasceu em Washington, EUA. Destacou-se por sua militância em relação à vida, aos direitos humanos e aos direitos das mulheres.